Publicado por: mcagnani | Setembro 1, 2007

Globo.com sob a ótica de McLuhan

Através dos olhos de Marshall McLuhan, a recente mudança no visual do portal de notícias, Globo.com, ou melhor, a reforma pela qual passou seu ambiente comunicacional, prova que o meio funciona com uma gramática própria, provida a partir das características do meio que alimenta. A nova forma gera processos de significação distintos àqueles motivados anteriormente. Antes…

A coluna localizada no lado esquerdo da tela, formada por links que direcionam o internauta para cada setor de determinada aba (Notícias, Esportes e Entretenimento), agora é monocromática. No antigo site da Globo.com, cada área específica era detentora de uma cor correspondente – vermelho, verde e laranja, respectivamente. Agora, o destaque aparece no título e, em contrapartida, quando o mouse é colocado sobre uma das palavras, um quadrado com a relativa cor simbólica se forma ao redor. A fonte apresenta corpo maior.

Em relação ao formato, a nova interface ficou mais limpa, o que passa a enfatizar a mensagem dentro do meio. As notícias principais do site ganharam visibilidade e, além de texto e imagens, também vídeo. Com o meio mais claro e menos poluído, outros serviços, como o plantão (últimos fatos do momento postados pelos repórteres) e a programação da emissora, foram disponibilizados no lado direito da tela. O meio produz efeitos ao conteúdo da mensagem. A forma, segundo McLuhan, informa o conteúdo e o meio condiciona a mensagem, recheada de significados. Depois…

O espaçamento entre as notícias é maior, tem mais notoriedade. Se o meio é a mensagem, embora apresentem o mesmo conteúdo em ambos os sites, para McLuhan, a mensagem seria diferente. A inovação passou por um processo de estratégia midiática, em que o uso de recursos reforça a ênfase desejada pelo veículo. A tecnologia (meio) age como linguagem.


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