Publicado por: mcagnani | Setembro 21, 2007

Matrix da Web

Que a Web foi uma revolução, ninguém duvida, no entanto, há muito mais na geração World Wide Web do que o clique do mouse pode acompanhar. Durante uma conferência de brainstorming, um conceito dentro do colapso ponto-com abriu janelas para novas descobertas. É aí que o termo Web 2.0 começa a se delinear.

Até aqui tudo bem, mas o que vem a ser Web 2.0? Tim O’Reilly, em seu artigo “O que é Web 2.0 – Padrões de Design e Modelos de Negócios para a Nova Geração de Software”, define a ‘ferramenta’ como um conjunto de princípios e práticas que interligam um verdadeiro sistema solar de sites. Em outras palavras, reforça a troca de informações e permite maior participação dos usuários como colaboradores, tanto de sites, como de serviços virtuais. Um ambiente dinâmico e interativo formado por uma “inteligência coletiva”, cuja mentalidade migra à reutilização e ao insight, “inovação na montagem” .

Um novo software? Não, mais que isso, um infoware. Para ilustrar o que é dito por O’Reilly, nada melhor que ‘ver’ o Web 2.0 em ação. Muitos sites considerados pop compõem este novo conceito, como o Wikipedia, um tipo de enciclopédia virtual em que todos os usuários têm acesso para acrescentar e editar conteúdo. Mas, sigamos pelo caminho menos convencional.

Pandora, radio from the Music Genome Project, funciona como uma caixa (por isso o nome) de músicas virtual, onde o usuário pode procurar por cantores(as) e canções, além de compartilhar seus gostos com outros internautas. O ambiente em inglês também conta com vídeos e blog. PandoraPandora

Só para complementar, mais um exemplo de serviço Web 2.0, o Pegasus News disponibiliza aos usuários as últimas notícias do mundo e, após um cadastro, o site filtra assuntos e eventos, desde artes a esportes, de relevância local conforme o perfil.

Voltando ao texto de O’Reilly para entender melhor essa diferença entre uma geração e outra, se o Netscape está para a Web 1.0, a que, teoricamente, mais conhecemos, o Google está para a Web 2.0 na mesma proporção. A primeira surge de uma relação comercial de servidores a navegadores, enquanto a segunda age como um intermediador capaz de gerenciar o banco de dados e oferece um serviço aos seus usuários, e mais, a chance de serem contribuidores. A definição de O’Reilly para tal é “arquitetura de participação”.

Tim O’Reilly chama a atenção para o monitoramento em tempo real desta segunda geração do World Wide Web que sinaliza para a criação de um jornalismo comunitário. Ele também traz, mais ao final, algums dicas para a manutenção eficiente da Web 2.0.

Para finalizar, o texto traz uma tese interessante do investidor Paul Kedrosky. Ele defende que o sucesso dos investimentos parece ir contra a maré dos consensos, em que o privado se tornou público. A idéia é discordar para construir algo além e acima da proposta atual. Está aí, talvez, a verdadeira origem da Web 2.0.

Assim como Matrix, a Web 2.0 é um ‘universo’ paralelo, onde a interação é a única regra. “O serviço fica automaticamente melhor quanto mais forem os usuários que de se utilizam”. Princípio chave da Web 2.0 segundo O’Reilly.


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